AS VELAS E SEUS SIGNIFiCADOS

 

Seja nos rituais mais simples, seja nos mais complexos, o uso das velas é praticamente indispensável.  Todos os Rituale Excelsis e quase todos os Rituale Vulgaris fazem uso das velas nas suas operações.  Na verdade, pode-se dizer que acender uma vela é o mais simples dos rituais. As velas são absolutamente indispensáveis aos rituais de todas as religiões e cultos, porque elas simbolizam a chama do Espírito e induzem a um contato com a Centelha Divina que há dentro de cada um de nós.

 

Em comparação com o Poder Maior, seríamos como a chama de uma vela se comparando com o Sol, mas nem por isso ela deixa de ser uma chama. Jamais brinque de fazer rituais, especialmente se eles envolvem velas porque o uso de velas evoca também a presença dos Elementais do Fogo, que como todos os seres sutis não gostam de ser importunados.  Se souber o que está fazendo, se estiver bem orientado e se a intenção é legítima, use as velas da forma como indicarei aqui e certamente algum resultado você terá, de acordo com sua força de desejo.

 

A vela mais comum é a branca, mas a depender do tipo de ritual que você quer fazer, é indicado escolher a cor exata, por a cor da vela é imprescindível ao êxito dos rituais. A vela estabelece um elo psíquico entre planos, de forma que esse contato tem de ser feito corretamente, e a cor é um fator-chave.

 

VELA BRANCA: O branco é a cor da pureza, da virgindade, da castidade.  Velas brancas são usadas em rituais que tem como objetivo obter a paz e a harmonia, entre pessoas ou para ambientes.  A vela branca pode ser usada na maioria dos rituais porque o branco pode ser aceito em todas as operações, salvo nos casos em que o ritual especifique a cor. Mas esse uso da cor branca em rituais que tenham outros objetivos que não sejam os de harmonia e paz só pode ser feito em caráter excepcional, mas a cor certa deve ser providenciada na primeira oportunidade.

 

VELA VERMELHA: O vermelho é usado nos rituais relacionados a sexo, paixões, trabalho, vitória em assuntos complexos. Sendo a cor de Marte e também a cor do sangue, o vermelho se relaciona às questões de ordem física, assuntos terrenos, sendo uma cor muito usada quando se pretende obter resultados rápidos.

 

VELA AMARELA: Utilizada em rituais que visam o desenvolvimento dos poderes psíquicos e também em trabalhos de cura. Muito usada nos trabalhos de ajuda e cura física e espiritual.

 

VELA AZUL:  Para as atividades mágicas que visam a harmonização, introspecção e contato com os planos sutis. Atividades devocionais.

 

VELA VERDE: Usada nos rituais de harmonização com as egrégoras da abundância e fortuna. O verde é a cor da prosperidade, de forma que a vela verde é a mais adequada para os rituais que visam a prosperidade.

 

Uma observação: A vela branca é de uso geral, havendo a possibilidade de vir a substituir qualquer uma das outras cores, com exceção da preta.  A vela preta, longe de ser negativa, é insubstituível e indispensável em rituais de Alta Magia, em combinação com outras cores.

 

CONSAGRAÇÃO DAS VELAS

 

Esta parte é fundamental, pois é a consagração que torna a vela um objeto mágico.  Sem ser consagrada uma ela é apenas um cilindro de parafina com um pavio que serve para iluminar ambientes escuros, mas com a consagração ela se torna um instrumento de magia capaz de estabelecer contato direto com planos sutis e entidades.

 

Em analogia, a consagração é o ato de batismo da vela.

 

Esse ato de consagração, esse batismo, deve ser feito com óleo, mais preferencialmente aquelas essências aromáticas à base de óleo. Essa prática é milenar e até no Êxodo (Bíblia) se encontram referências sobre óleos de consagração.

 

No comércio especializado, você adquire um vidro de essência à base de óleo. Particularmente eu prefiro a de rosas, por ser mais forte, mas você escolhe a que mais lhe agradar, desde que seja à base de óleo porque há muitos tipos de essência e nem todas tem óleo, que nesse caso é essencial.

Pegue esse vidro e vá para um lugar sossegado onde não vá ser interrompido. Sente-se. Respire fundo algumas vezes, visualizando uma luz dourada cintilante envolvendo o ambiente. Após alguns minutos, abra o vidro, ponha um pouco de óleo nas mãos, esfregue-as até aquecer, então pegue o vidro e vá passando as mãos nele e diz em voz baixa: “Em nome do Poder Maior eu te consagrado e te santifico para que a partir dessa hora sagrada sejas elo entre as coisas da Terra e a Divindade, que possas me ajudar em toda obra do Bem e que exerças a força que te concedo. E que tudo seja sempre feito de acordo com a vontade do Poder Maior”.

 

Isso deve ser repetido três vezes, com muita convicção, a fim de que o óleo seja impregnado.  A consagração do óleo é feita de uma vez só, pois o vidro ficará impregnado com suas vibrações por um bom tempo. Se achar necessário, pode repetir a consagração sempre que achar mais adequado.

 

Agora vem a consagração da vela.  Alguns místicos preferem chamar de unção, mas pessoalmente acho que consagração seja mais adequado.

 

Pegue a vela (sendo mais de uma, deve ser feito com uma de cada vez, para que a impregnação não seja diluída); Pegue o óleo e molhe os dedos. Agora pense, visualize seu desejo com tanta convicção como se ele já estivesse realizado, visualize que o ritual que irá executar atingiu o objetivo.

 

Se você deseja ATRAIR alguma coisa, uma pessoa, esfregue os dedos com óleo na vela DE CIMA PARA BAIXO.

 

Se deseja AFASTAR alguma coisa, faça-o DE BAIXO PARA CIMA.  Se desejar você também pode escrever na vela o que deseja ou o nome da pessoa a quem o ritual será dedicado: para escrever na vela use sempre uma ponta de aço. Depois de escrever, passe os dedos com óleo (escrever na vela é opcional).

 

Enquanto visualiza e passa o óleo, vá repetindo a mesma consagração do óleo. Tenha em mente que a força do seu pensamento é que tornará a vela um objeto mágico, por isso a chave é a visualização. Agora faça uma oração, de acordo com a sua crença pessoal.

 

Um detalhe importante: Se após iniciado o ritual a vela se apagar (desde que não haja motivo, tais como correntes de ar) significa que ou a consagração não foi feita com êxito e por isso o ritual foi considerado ilegítimo,  ou a intenção não é boa, ou ainda, as forças necessárias à execução do ritual não estão presentes.  De qualquer forma, é um aviso que deve ser respeitado.  Tendo verificado que a vela se apagou sem nenhuma razão aparente, suspenda o ritual naquele dia.  Quando reiniciar, faça tudo de novo, inclusive a consagração do óleo.

 

Jamais reaproveite a vela usada em um ritual.  Terminado o seu ritual as velas são apagadas e você pode guardá-las ou mesmo jogá-las fora, mas nunca reutilize velas ritualísticas, mesmo que tenham ficado “com pouco uso”. Se fizer esse reaproveitamento seu ritual será anulado, podendo até gerar efeito contrário ao que era esperado.  Uma vela consagrada deve ser usada uma única vez.

 

E tenha em mente que a eficácia de um ritual depende muito do empenho, concentração, força de vontade e capacidade de visualização do operador.  Você deve VER o resultado do seu ritual, deve ter convicção de que obterá seu objetivo.  Realizar um ritual apenas por fazer, sem nenhuma convicção, é o que pode ser definido como desperdício de tempo.  Chame para si a autoridade concedida pelo Poder Maior, e execute seu ritual sem pressa e sem estar sob pressão.  Nenhum ritual deve ter menos de uns 45 minutos, porque se tiver menos que isso pode significar que o operador nem teve tempo de se envolver com ele, ou seja, a atitude física não teve tempo de estar sintonizada com a atitude mental. Todo e qualquer ritual, sendo executado corretamente, usará forças sutis que se não forem manipuladas de forma adequada poderão até se voltar contra o operador.

 

CONSELHOS ÚTEIS A RESPEITO DAS VELAS

 

Se precisar apagar a vela que esteja sendo usada ritualisticamente JAMAIS o faça soprando a vela. Velas de ritual só podem ser apagadas com abafador ou com os dedos, jamais sopre essas velas.

 

É muito importante a escolha do lugar onde a vela será acesa.  Deve estar fora das correntes de ar, fora do alcance de crianças e animais que possam derrubá-la, e afastadas de materiais combustíveis tais como papel, cortinas e outros.

 

A vela deve ser muito bem fixada, se não tiver uma base grande. Especialmente no caso das cilíndricas, é importante fixá-las para que não caiam. Assim, use a cera dela mesma para fixar, mesmo que esteja em candelabro. Dependendo do tamanho é interessante colocá-la dentro de um copo ou de um vidro refratário, com um pouco de água no fundo, para que a parafina não grude: havendo água no fundo (só um pouco) o que sobrar da parafina sai inteiro, sem grudar, mas sem água você só vai conseguir limpar o copo com água fervendo, porque gruda mesmo. No comércio há vidros especiais para velas de sete dias e outros tipos.

 

Às vezes acontece (com qualquer tipo de vela) que à medida em que ela vai se consumindo a parte já queimada do pavio vai se acumulando junto à chama, fazendo com que esta vá ficando muito forte e intensa, o que faz a vela queimar depressa demais e se esparramar, por isso é aconselhável, quando isso acontecer, cortar com uma tesoura essa parte preta do pavio já queimado.

 

Por precaução, especialmente nas atividades que vão requerer várias velas simultaneamente, é recomendável que se disponha de meios para enfrentar alguma provável emergência. Assim, aconselha-se que sempre se possa dispor de água suficiente para alguma eventualidade, ou então uma maneira rápida de abafar.